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Noticias del día21 de mayo de 2012
Rumos do mercado serão discutidos pelo produtores na 9ª edição da Fenacam, lançada ontem
Brasil: O Rio Grande do Norte quer voltar a ser líder na produção nacional de camarão. O maior produtor é o Ceará, com 30 mil toneladas anuais, ante 23 mil toneladas produzidas nas fazendas potiguares. O Estado já foi o líder do setor até 2006. Nos últimos anos a crise internacional afetou a carcinicultura, que perdeu competitividade, especialmente nas exportações. O Brasil não importa mais camarão. Toda a produção se destina ao consumo interno. Os rumos do setor e as oportunidades de mercado, além dos avanços tecnológicos são alguns dos assuntos que vão ter destaque na 9ª Feira Nacional do Camarão (Fenacam), que acontece em Natal entre 11 e 14 de junho, no Centro de Convenções, na Via Costeira. O lançamento aconteceu ontem, na sede do Sebrae-RN, um dos parceiros da feira esse ano.
Apesar dos números abaixo do ideal, o Rio Grande do Norte ainda ocupa a vanguarda da produção brasileira do crustáceo, que no ano passado foi de 70 mil toneladas e este ano poderá chegar a 75 mil. O país conta com 1.400 produtores de camarão em cativeiro, doas quais 550 estão em solo potiguar. A expectativa dos produtores é de que o mercado fature mais de R$ 1 bilhão em 2012. "Nós saímos na frente, liderando não apenas a produção, mas também a exportação. Perdemos o foco por causa das enchentes que ocorreram no coração da produção, em 2004, 2008 e 2009 [nas imediações de Pendências, Porto do Mangue e Macau]. Não houve movimentação do governo para apoiar a retomada", argumentou Itamar Rocha, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) e coordenador da Fenacam.
Contudo, o fato de deixar de exportar não inviabiliza a carcinicultura de crescer no mercado interno. Quando se voltou para a produção local os empresários comercializavam o camarão fresco, sem processamento, o que diminuía os custos. "Hoje já começamos a mudar nosso foco. O camarão processado começa a ter um espaço maior. O mercado interno também se mantém firme, com preços competitivos. Aliás, o mercado local paga entre 35 a 40% melhor do que o mercado internacional", disse Itamar Rocha.
"É preciso que o governo coloque as ferramentas de competitividade que o setor está exigindo. Ou seja, desonere a folha de pagamento das indústrias de processamento, tirar o PIS/Cofins das vendas internas para compensar a perda de receita com o dólar desvalorizado e criar talvez um selo que certifique a qualidade do nosso produto", reivindica o presidente da ABCC.
Fonte. Diariodenatal.com.br